MasterChef Celebridades: Quem é o Quarto Eliminado do Programa?

Share it
Anúncio

O quarto episódio do MasterChef Celebridades, exibido na terça-feira (9) pela Band, trouxe uma das eliminações mais surpreendentes e controversas da temporada. Luciano Szafir, que havia conquistado dois pins de imunidade e era considerado um dos favoritos ao título, deixou a competição após preparar um pavê de panetone que, segundo os jurados, tinha o melhor sabor da noite mas não se parecia com um pavê. A noite misturou tradições brasileiras com provas temáticas de Festa Junina e Natal, contou com participações especiais de Cumpade João e Ale Costa da Cacau Show, e terminou com Maurren Maggi escapando da eliminação “por muito pouco” pela segunda vez na competição.

Com a saída de Luciano, o MasterChef Celebridades segue com nove participantes na disputa pelo prêmio de R$ 300 mil, troféu e um curso de culinária na prestigiada escola Le Cordon Bleu. O episódio também marcou a conquista do primeiro pin de Julianne Trevisol, que venceu a prova eliminatória com um pavê de red velvet que impressionou os jurados.

Primeira Prova: Festa Junina Traz Cumpade João e Desafios Regionais

A noite começou com o estúdio transformado em um verdadeiro arraiá, completo com decoração típica, bandeirinhas coloridas e o som contagiante do forró. Os participantes foram recebidos ao som de música tradicional paraibana, criando um clima festivo que contrastava com a tensão da competição.

Anúncio

A surpresa especial veio com a entrada de Cumpade João (João Barreto), cancioneiro paraibano responsável por um dos maiores festejos juninos do Brasil, realizado anualmente em Campina Grande. O artista não apenas cantou para os participantes, que dançaram animadamente ao som da sanfona, mas também permaneceu para compor o júri ao lado dos chefs Erick Jacquin, Helena Rizzo e Henrique Fogaça.

Antes de anunciar o desafio, os jurados compartilharam curiosidades fascinantes sobre as festas juninas brasileiras. Entre os pratos mais emblemáticos dessas celebrações estão arroz doce (que Luciano Szafir mencionou ser seu preferido), canjica, bolo de fubá, pipoca, mandioca e pamonha. Essas preparações tradicionais representam a cultura popular brasileira e variam significativamente entre as diferentes regiões do país.

O desafio exigiu que os participantes trabalhassem em trios, preparando um prato salgado e uma sobremesa doce inspirados nas festas juninas. A formação das equipes coube a Luciano Szafir, vencedor da prova anterior com seus dois pins conquistados. Sua escolha estratégica definiu os seguintes trios:

Equipe Amarela: Luciano Szafir, Maurren Maggi e Valesca Popozuda Equipe Vermelha: Tiago Piquilo, Gilmelândia e Rachel Sheherazade
Equipe Azul: Dodô, Julianne Trevisol e John Drops

Como capitã da equipe amarela, inicialmente Szafir lideraria seu grupo. Porém, seguindo a estratégia que escolheu Márcia Goldschmidt para capitanear a equipe vermelha (formada por Tiago, Gilmelândia e Rachel), o ator esperava uma dinâmica específica.

A Corrida das Equipes: Preparações Regionais em Teste

Quando o cronômetro começou, cada equipe precisou definir rapidamente suas preparações e dividir as tarefas de forma eficiente.

A equipe amarela liderada por Márcia optou por um caldo de kenga como prato salgado e pamonha de damasco como sobremesa doce. A escolha da pamonha revelou-se desafiadora, especialmente para Maurren Maggi, que teve dificuldades técnicas significativas durante a execução.

Cumpade João, demonstrando generosidade típica da cultura nordestina, ensinou pessoalmente Maurren como usar a palha do milho para cozinhar a pamonha de forma tradicional. No entanto, a medalhista olímpica enfrentou problemas para acertar o ponto ideal da massa. A pamonha ficou excessivamente mole, sem a consistência cremosa mas firme que caracteriza uma boa pamonha.

Henrique Fogaça foi direto na crítica ao avaliar a sobremesa: a textura estava completamente errada, indicando falhas no equilíbrio de ingredientes ou no tempo de cozimento. Por outro lado, o caldo de kenga conquistou elogios unânimes de todos os jurados pelo tempero equilibrado e pela profundidade de sabor.

A equipe vermelha comandada por Gilmelândia demonstrou estratégia refinada ao escolher preparações que permitiam destacar técnicas específicas. O grupo definiu cocada mole ou bolo de tapioca como sobremesa e caldo de mandioquinha com calabresa e bacon como prato salgado.

Durante a execução, porém, o trio tomou uma decisão arriscada: não entregar a cocada mole. Em competições de alta pressão, abrir mão de uma das preparações pode ser interpretado como falta de confiança ou má gestão de tempo, pontos que os jurados observam atentamente.

O caldo de mandioquinha com calabresa e bacon recebeu elogios entusiasmados pelo tempero perfeito e pela combinação harmoniosa de sabores. Helena Rizzo destacou especialmente o bolo de mandioca pela textura conquistada através da mandioca ralada na hora, técnica que garante umidade e sabor mais intenso.

No momento da avaliação, os jurados cobraram explicitamente a cocada que não foi entregue. A decisão de não apresentar uma das preparações obrigatórias pesou negativamente na avaliação final da equipe, mesmo com os acertos nos pratos que chegaram à bancada.

A equipe azul formada por Dodô, Julianne e John escolheu cuscuz paulista e pamonha salgada ao forno como pratos salgados, com bolo de paçoca completando o menu como sobremesa doce. A ambição do trio em preparar três pratos revelou-se excessiva.

Assim como a equipe vermelha, o grupo azul não conseguiu entregar todas as preparações prometidas. O cuscuz paulista ficou de fora da apresentação final, deixando apenas a pamonha salgada e o bolo de paçoca.

O bolo de paçoca tornou-se o grande destaque positivo da equipe, recebendo elogios efusivos de todos os jurados. A combinação de sabores típicos das festas juninas com técnica apurada de confeitaria impressionou pela criatividade e execução. O sucesso dessa sobremesa gerou uma polêmica que se estenderia até o final do episódio.

Equipe Vermelha Vence e Vai para o Mezanino

Após a degustação criteriosa de todos os pratos, os jurados se reuniram para deliberar. A decisão considerou não apenas o sabor das preparações, mas também a execução técnica, a apresentação visual e a capacidade de cada equipe em entregar o que foi prometido.

A equipe vermelha, composta por Gilmelândia, Rachel Sheherazade e Tiago Piquilo, conquistou a vitória e garantiu a segurança no mezanino. O trio escapou da prova eliminatória mesmo não tendo entregue a cocada mole, evidenciando que a qualidade superior dos pratos apresentados compensou a ausência de uma das preparações.

A vitória consolidou Gilmelândia como uma competidora consistente, já que a cantora havia vencido provas em episódios anteriores e demonstrava evolução técnica constante. Para Rachel e Tiago, a conquista representava mais uma semana garantida na competição.

A Polêmica dos Pins: Julianne Critica o Critério

Um momento de tensão marcou o final da primeira prova quando Julianne Trevisol manifestou publicamente sua insatisfação com o critério de distribuição dos pins de imunidade. A atriz argumentou que deveria ter recebido um pin pelo excelente bolo de paçoca que preparou, considerado por muitos como o melhor prato da primeira etapa.

O comentário de Julianne revelou a crescente pressão psicológica que a competição exerce sobre os participantes. Os pins representam não apenas reconhecimento pelo trabalho realizado, mas também segurança estratégica em futuras provas. Ver outros competidores acumulando pins enquanto performances igualmente boas não são recompensadas gera frustração compreensível.

A produção do MasterChef mantém critérios específicos para a distribuição de pins, geralmente reservando-os para vitórias individuais em provas de eliminação. Entretanto, a crítica de Julianne ecoou entre os participantes e na audiência, levantando questões sobre como o programa reconhece performances excepcionais em provas coletivas.

Prova de Eliminação: Natal Chega ao MasterChef

A segunda metade do episódio trouxe uma mudança radical de tema. O clima junino deu lugar à atmosfera natalina, com a cozinha sendo decorada com elementos típicos das festas de fim de ano. A prova eliminatória desafiou os seis participantes que não conquistaram o mezanino: Luciano Szafir, Maurren Maggi, Valesca Popozuda, Dodô, Julianne Trevisol e John Drops.

A participação especial ficou por conta de Ale Costa, da Cacau Show, que compôs o júri ao lado dos três chefs. O especialista em chocolates não apenas avaliaria os pratos, mas também ofereceria uma aula magistral sobre a preparação correta de pavês de panetone.

Antes de começar o desafio, Dodô protagonizou um dos momentos mais emocionantes da noite ao compartilhar memórias de sua mãe, falecida há três anos. O cantor do Pixote relembrou com carinho as rabanadas que ela preparava nas festas de fim de ano, receita que carregava não apenas sabor, mas também afeto e tradição familiar. A emoção de Dodô tocou todos os presentes no estúdio e mostrou como a culinária está profundamente conectada às nossas histórias pessoais e aos momentos que compartilhamos com quem amamos.

O Desafio: Pavê de Panetone com Quatro Camadas

A missão era clara mas tecnicamente exigente: criar um pavê de panetone com pelo menos quatro camadas distintas em 1 hora e 45 minutos. O pavê, sobremesa clássica das celebrações brasileiras de fim de ano, exige equilíbrio entre umidade e estrutura, além de harmonização cuidadosa entre as diferentes camadas.

Ale Costa demonstrou passo a passo como construir um pavê perfeito, explicando a importância de cada elemento: o panetone úmido mas não encharcado, cremes que mantenham corpo sem ficarem líquidos, ganaches com a temperatura correta para espalhar sem derreter as camadas inferiores, e a apresentação final que evidencie visualmente as camadas quando cortado.

Amigo Ladrão: Dinâmica Estratégica Distribui Vantagens

Antes de começar a preparação, os jurados introduziram a dinâmica do “amigo ladrão”, adaptação gastronômica da brincadeira tradicional de fim de ano. Cada participante escolheria um presente sem saber seu conteúdo, mas com a possibilidade de trocar com o presente de outro competidor se não ficasse satisfeito.

A mecânica da brincadeira favorecia claramente quem escolhesse por último, criando uma vantagem estratégica significativa. Os vencedores no mezanino tiveram o poder de definir a ordem de escolha, adicionando mais uma camada de estratégia ao jogo.

Rachel Sheherazade escolheu Julianne Trevisol para o número 1 e Luciano Szafir para o 4. Gilmelândia definiu Maurren Maggi como número 2 e Dodô como 5. Tiago Piquilo completou a ordem colocando John Drops no 3 e Valesca Popozuda no 6.

A sequência de escolhas e trocas revelou-se tensa e estratégica:

Julianne, primeira a escolher, tirou +1 minuto de mercado, vantagem modesta mas útil.

Maurren tirou -1 minuto de mercado, uma desvantagem clara, e imediatamente trocou com o presente de Julianne, recuperando o minuto extra.

John tirou -5 minutos de prova, penalidade severa que poderia comprometer seriamente suas chances, e trocou com Maurren, revertendo a situação.

Luciano Szafir tirou dica extra de 1 jurado, vantagem valiosa considerando a complexidade técnica do pavê, e decidiu manter o presente.

Dodô tirou -5 minutos de prova e, numa jogada estratégica, trocou com John, passando a penalidade adiante.

Valesca Popozuda, última a escolher, tirou 1 ida extra ao mercado e ficou satisfeita com a vantagem conquistada.

A dinâmica do amigo ladrão não apenas distribuiu vantagens e desvantagens, mas também criou tensões entre os participantes, evidenciando que o MasterChef é tanto um jogo estratégico quanto uma competição culinária.

A Execução: Seis Pavês, Seis Abordagens Diferentes

Quando o cronômetro começou, cada participante seguiu uma estratégia diferente para construir seu pavê de panetone.

Maurren Maggi optou por um pavê com creme branco aromatizado com gotas de limão e finalizado com amêndoas laminadas. A proposta prometia frescor e textura crocante contrastando com a cremosidade das camadas. No entanto, a execução apresentou problemas significativos.

Henrique Fogaça criticou duramente as camadas, que não estavam bem definidas ou proporcionalmente equilibradas. Além disso, a ganache havia talhado, problema técnico grave que ocorre quando gordura e líquido se separam, resultando em textura granulada em vez de sedosa. O excesso de manteiga também comprometeu o equilíbrio de sabores, deixando o prato pesado no paladar. Apesar dos problemas técnicos, os jurados reconheceram que o pavê estava saboroso.

John Drops arriscou com uma ganache de chocolate temperada com pimenta dedo-de-moça, combinação sofisticada que exige precisão para não desequilibrar. Helena Rizzo elogiou a iniciativa e a técnica geral do pavê, mas ressaltou que o sabor da pimenta estava tímido demais. Em preparações que propõem contraste entre doce e picante, o elemento picante precisa ser perceptível sem dominar, criando aquele “toque” que surpreende o paladar. John ficou próximo do equilíbrio ideal, mas precisava de mais ousadia na dosagem.

Julianne Trevisol escolheu o caminho da sofisticação com um pavê de red velvet, versão elegante que combina o clássico bolo vermelho aveludado com a estrutura do pavê. Erick Jacquin elogiou entusiasticamente a preparação, destacando tanto o sabor quanto a apresentação visual. O pavê de Julianne demonstrou domínio técnico completo: camadas bem definidas, textura cremosa mas estruturada, e equilíbrio perfeito entre doçura e acidez característica do red velvet.

Luciano Szafir preparou um pavê com creme de chocolate e banana, combinação clássica que remete à comfort food brasileira. Ale Costa, da Cacau Show, aprovou o sabor intensamente, reconhecendo que a sobremesa estava “muito saborosa”. Porém, veio a crítica decisiva que selaria o destino de Luciano: o prato “não se parecia nada com um pavê”, tendo mais aparência de bolo.

A distinção entre pavê e bolo pode parecer sutil, mas é fundamental. Um pavê deve apresentar camadas horizontais claramente visíveis quando cortado, alternando entre elementos cremosos e elementos mais firmes (geralmente biscoitos ou bolos embebidos). A estrutura deve ser montada, não assada. Aparentemente, o pavê de Luciano tinha as camadas muito compactadas ou não suficientemente distintas, comprometendo a característica visual essencial da sobremesa.

Dodô preparou um pavê com creme branco e ganache de chocolate, abordagem mais tradicional que valorizava o contraste visual e de sabor entre as camadas claras e escuras. A preparação demonstrou técnica sólida e respeito à estrutura clássica do pavê.

Valesca Popozuda optou por sabores mais populares com leite condensado e brigadeiro, combinação que remete às sobremesas caseiras brasileiras. A escolha estratégica apostava em sabores reconhecíveis e queridos pelo público, executados com capricho técnico.

Destaques e Vencedor da Prova Eliminatória

Quando todos os pavês foram degustados, os jurados se reuniram para avaliar cada preparação considerando sabor, técnica, apresentação e aderência ao conceito de pavê de panetone.

Os destaques positivos em sabor foram os pavês de Julianne Trevisol, John Drops, Dodô e Valesca Popozuda. Todos demonstraram bom domínio técnico e equilíbrio de sabores, criando sobremesas que honravam a tradição do pavê enquanto traziam toques pessoais.

A categoria “passaram raspando” incluiu as preparações que tinham méritos mas também problemas técnicos evidentes, como foi o caso do pavê de Maurren com a ganache talhada e excesso de manteiga.

Julianne Trevisol conquistou a vitória da prova eliminatória e recebeu seu primeiro pin de imunidade na competição. O pavê de red velvet impressionou os jurados pela criatividade na escolha do sabor, execução impecável das camadas e apresentação refinada. A vitória coroou uma participação consistente de Julianne, que vinha demonstrando evolução técnica em todos os episódios.

A atriz celebrou emocionada a conquista do pin, validação importante de suas habilidades culinárias e escudo estratégico para futuras provas. O reconhecimento também respondeu, de certa forma, à sua crítica anterior sobre o critério de distribuição de pins.

A Eliminação: Luciano Szafir Deixa a Competição

O momento mais tenso da noite chegou quando os jurados anunciaram que a decisão da eliminação ficaria entre Luciano Szafir e Maurren Maggi. Ambos haviam cometido erros técnicos significativos em seus pavês, mas por razões diferentes.

Maurren enfrentou problemas com a ganache talhada e excesso de gordura, falhas técnicas que comprometeram a textura e o equilíbrio do prato. No entanto, sua preparação ainda mantinha a estrutura reconhecível de um pavê, com camadas visíveis e proporções adequadas.

Luciano, por outro lado, havia criado uma sobremesa deliciosa em termos de sabor – tanto que Ale Costa destacou explicitamente o quão saboroso estava o creme de chocolate com banana. Porém, o prato não atendia ao requisito fundamental da prova: parecer um pavê. A aparência de bolo, não de pavê montado em camadas, representava um desvio conceitual grave do que havia sido solicitado.

Em uma competição de alto nível como o MasterChef, seguir o briefing é tão importante quanto o sabor. Os jurados avaliam a capacidade do competidor de interpretar corretamente uma demanda e executá-la com precisão. Um pavê que parece bolo, mesmo sendo saboroso, demonstra falta de compreensão ou atenção aos fundamentos da preparação.

Infelizmente, Luciano Szafir deixou a competição apesar de ter feito o pavê com o melhor sabor individual. Maurren Maggi ganhou mais uma semana “por muito pouco”, como observaram os jurados, repetindo o padrão de escapar da eliminação por margem estreita que já havia ocorrido no episódio anterior.

A saída de Luciano surpreendeu muitos espectadores e participantes. O ator era considerado um dos favoritos ao título, tendo conquistado dois pins de imunidade em provas anteriores e demonstrado consistência técnica. Sua eliminação provou que no MasterChef nenhuma posição está garantida, e um único erro conceitual pode custar a permanência, independentemente de vitórias passadas.

Compreendendo o Pavê: Lições da Eliminação

A eliminação de Luciano oferece lições valiosas sobre a preparação correta de pavês, sobremesa que parece simples mas esconde sutilezas técnicas importantes.

Definição clara das camadas é o elemento fundamental que distingue um pavê de outras sobremesas. Cada camada deve ser visível quando o pavê é cortado, criando aquele efeito visual de listras horizontais que é a marca registrada da preparação. Para alcançar esse resultado, as camadas precisam ter consistências diferentes: alternando entre mais firme (geralmente biscoitos ou bolo) e mais cremosa (cremes, ganaches, mousses).

Proporção adequada entre os elementos evita que uma camada domine visualmente ou no paladar. Um pavê equilibrado tem camadas de espessura similar, permitindo que cada elemento contribua para a experiência geral sem se sobrepor aos demais. Camadas muito finas desaparecem no conjunto; camadas muito grossas desequilibram a estrutura.

Montagem, não assado é o princípio básico do pavê. Diferentemente de bolos que vão ao forno para estruturar, pavês são montados em camadas que se firmam através do resfriamento na geladeira. O processo de refrigeração permite que cremes se estabilizem e que os elementos secos (biscoitos, bolo) absorvam umidade dos elementos cremosos, criando texturas integradas mas ainda distintas.

Controle de umidade garante textura ideal. Biscoitos ou fatias de bolo devem ser levemente umedecidos com calda, licor ou café, mas não encharcados ao ponto de se desfazerem. Cremes devem ter corpo suficiente para manter forma mas cremosidade na boca. O equilíbrio entre úmido e estruturado faz toda a diferença.

Apresentação visual reforça o conceito. Um bom pavê deve ter aparência de camadas quando visto de lado em um recipiente transparente ou quando cortado em porções. O corte deve ser limpo, revelando as diferentes camadas sem que elas se misturem. Se o corte resulta em uma massa homogênea, provavelmente a montagem não respeitou os fundamentos da preparação.

No caso específico do pavê de panetone, há desafios adicionais. O panetone tem textura mais firme que biscoitos tradicionais e absorve líquido de forma diferente. É preciso fatiar fino o suficiente para que amoleça adequadamente, mas grosso o suficiente para manter estrutura. O equilíbrio de umidade é ainda mais crítico, pois panetone muito seco não integra com os cremes, mas muito molhado desmorona.

Quem Continua na Disputa pelo Título

Com a eliminação de Luciano Szafir, o MasterChef Celebridades segue com nove participantes talentosos na busca pelo prêmio de R$ 300 mil, o troféu e um curso de culinária na renomada escola Le Cordon Bleu.

Julianne Trevisol emerge como forte candidata ao título após conquistar seu primeiro pin de imunidade com o pavê de red velvet. A atriz demonstra evolução técnica constante e capacidade de criar pratos sofisticados sob pressão.

Gilmelândia, Rachel Sheherazade e Tiago Piquilo seguem consistentes após mais uma vitória de equipe na prova da Festa Junina. O trio mostra boa sintonia e capacidade de tomar decisões estratégicas durante as preparações.

Maurren Maggi continua na competição após escapar da eliminação pela segunda vez consecutiva. A medalhista olímpica precisa aprimorar aspectos técnicos, mas demonstra resiliência e capacidade de aprender com os erros.

Valesca Popozuda mantém performances equilibradas, evitando erros graves e entregando preparações competentes. A cantora surpreende pela seriedade com que encarou o aprendizado culinário.

Dodô (Pixote), John Drops também seguem na disputa, demonstrando evolução gradual e momentos de destaque em diferentes provas.

Com a saída de um dos favoritos, a competição fica completamente aberta. A ausência de Luciano Szafir, que tinha dois pins de imunidade, redistribui as expectativas e prova que no MasterChef a consistência precisa ser mantida em todas as provas, independentemente de conquistas anteriores.

Eliminações Anteriores: O Caminho Até Aqui

Luciano Szafir se torna o quarto eliminado desta temporada do MasterChef Celebridades. A sequência de saídas mostra a curva crescente de dificuldade do programa e como erros específicos custam a permanência.

Hugo Alves foi o primeiro a deixar a competição na estreia exibida em 18 de novembro. O cantor sertanejo enfrentou o desafio de preparar uma tarte tatin salgada, mas sua massa ficou pesada com excesso de manteiga, não convencendo os jurados.

Leonardo Miggiorin saiu no segundo episódio após preparar bolinhos de espinafre secos, salgados e amargos. O ator demonstrou falta de domínio sobre aspectos técnicos fundamentais, especialmente o controle de umidade e o tratamento correto do espinafre.

Márcia Goldschmidt deixou o programa no terceiro episódio após preparar um ceviche tropical com excesso de morangos. O prato desviou demais da técnica tradicional do ceviche peruano, com as frutas sobrepondo-se ao protagonismo que o peixe deveria ter.

Agora com quatro eliminações, o MasterChef Celebridades entra na fase intermediária, onde o nível técnico exigido aumenta exponencialmente. Os nove participantes remanescentes precisarão demonstrar não apenas habilidade culinária, mas também compreensão profunda dos conceitos fundamentais de cada preparação.

Onde e Quando Assistir ao MasterChef Celebridades

O MasterChef Celebridades vai ao ar todas as terças-feiras, às 22h20, na Band. Os episódios também estão disponíveis simultaneamente no site Band.com.br e no aplicativo Bandplay para streaming ao vivo.

Para quem prefere assistir em outras plataformas, o programa é transmitido às sextas-feiras, às 20h15, na HBO Max e no Discovery Home & Health. As reprises na TV aberta acontecem aos domingos na grade da Band.

Conteúdos exclusivos, bastidores, entrevistas com eliminados e receitas detalhadas estão disponíveis no canal oficial do MasterChef Brasil no YouTube. A produção mantém uma estratégia multiplataforma robusta para engajar os fãs entre um episódio e outro.

O Que Esperar dos Próximos Episódios

Com a temporada ultrapassando a metade do caminho, os participantes remanescentes enfrentarão desafios progressivamente mais complexos e específicos. A saída de Luciano Szafir, um dos favoritos, embaralha completamente as previsões sobre quem chegará à final.

As provas temáticas do quarto episódio, celebrando Festa Junina e Natal, indicam que a produção continuará testando o conhecimento dos participantes sobre diferentes tradições culinárias brasileiras. Esperam-se desafios envolvendo outras datas comemorativas, cozinhas regionais e técnicas específicas da gastronomia nacional e internacional.

Os jurados Erick Jacquin, Helena Rizzo e Henrique Fogaça elevarão ainda mais o padrão de avaliação nas próximas semanas. Pequenos deslizes técnicos, como a ganache talhada de Maurren ou

plugins premium WordPress